• Manoel Cândido Nogueira

A brilhante trajetória de um cearense que ousou e conquistou muitos admiradores


Jurani é doutor em ciências sociais e um cronista de carteirinha

A paixão de lecionar jornalismo caiu de paraquedas em seu colo, como afirma Jurani, “nunca foi um projeto sonhado”. Sua trajetória no âmbito acadêmico iniciou-se a partir de uma oportunidade concedida por uma indicação de uma colega do ramo, a mesma não poderia assumir tal papel, devido suas responsabilidades externas e uma experiência complicada que tornou seu percurso dificultoso à Caruaru, transformando então essa oportunidade inviável para ela e uma desafio a ser enfrentado para ele.


Diante disso, começa então em 2006 após especialização, a trajetória dividida entre produtor/editor da TV Paraíba e docente no curso de Comunicação em uma faculdade de Caruaru/PE. Como mencionado, Jurani não tinha a pretensão de tornar-se professor do ensino superior, mas, ao decorrer da oportunidade que lhe foi concedida, encontrou o refúgio para o estresse da vida de jornalista.


Lecionar nunca foi sua intenção, mas agarrou com determinação a oportunidade

Ao relatar suas experiências na disciplina lecionada de Telejornalismo, a qual de fato era vivenciada em prática na TV Paraíba, os discentes enchiam seus olhos de esperança e convicção frente ao futuro que ansiavam. O professor conta que tornou-se prazeroso ensinar e começou a investir na área acadêmica, pois, foi a partir da prática que a docência ganhou espaço em seu coração.


Atualmente, as disciplinas que desafiam-o a crescer e desenvolver o conhecimento tanto profissional como pessoal, são Publicidade e Propaganda, Jornalismo Digital e Comunicação e Desenvolvimento Regional. Ele frisa “a empatia que existe com a turma e o apoio na execução da disciplina, modifica o cenário de trabalho em terapia”. Sua disciplina favorita é Sociologia da Comunicação e o desejo de retornar à pegada do Telejornalismo continua crescente.

A felicidade do professor é uma de suas principais características

Partindo para o contexto jornalístico, um fato que marcou sua vida e o fez refletir sob o ponto de vista do impacto, responsabilidade da informação e o que vincula-se a mídia e divulgação, foi o caso de um homem que foi preso suspeito de estuprar e matar uma criança.


Ao descrever o fato, Jurani expõe que o destaque dessa notícia determinou um desfecho onde a população indignou-se ao ponto de aplaudir e comemorar como se fosse o “final da copa do mundo” a morte do então suspeito na cadeia.

Entre jornalista, professor, escritor e vida social, a conciliação torna-se conjunta nas duas últimas atribuições citadas. Ele declara que grande parte da sua vivência social influencia e inspira a sua capacidade literária, já no campo docente, carrega a exigência da dedicação e tempo de qualidade ao planejamento para ministrar aulas. Em tom de brincadeira, menciona que a vida de “dono de casa” é o que mais lhe dá trabalho.

Além de jornalista e professor, Jurani também é escritor e colunista de um dos principais portais da PB

Como escritor, é um presente para ele ter a sua leitura bem-vinda aos corações do público nordestino/sertanejo e ainda mais ter conseguido manifestar a sua própria identidade. Ao mesmo tempo em que expressa sua alegria ao ver uma leitora descrevendo que sobre sua escrita.


“a escrita do Jurani é tão boa que nos leva à estar nos lugares que ele percorre... a sentir o cheiro da comida do sertão, a conhecer os personagens citados, a ir e andar pelas ruas de Várzea Alegre sem ter ido lá”,

A temática sertaneja relata a sua essência e o tempo em que dedica para suas obras torna-se mínimo pelo fato de ser amante da escrita e possuir facilidade em produzir histórias, poesias, crônicas e contos. Com o auxílio de conteúdos arquivados, tornou-se mais rápido a publicação de um dos seus livros intitulado de “Memórias sertanejas: Tardes, calçadas, redes e alpendres”, inclusive, é o mais novo lançamento do autor.

A temática nordestina é o campo principal de exploração desse cearense arretado

Quando indagado pelo sonho que desejaria realizar no futuro, Jurani responde que embora não tenha projetado grandes planos para si, vivenciou inúmeras experiências, a exemplo disso ir a New York como prêmio do Concurso Nacional de Cronista, ou até mesmo iniciar sua carreira como docente a qual o sustém até hoje. Porém, há em seus pensamentos a possibilidade de futuramente ganhar dinheiro como escritor. Para ele a famosa citação do músico Zeca Pagodinho “deixa a vida me levar” faz total sentido, pois é nessa pegada que a sua vida torna-se uma sucessão de acasos.


Sua entrada na Academia de Letras na cidade de Campina Grande, foi também algo inusitado que incrivelmente aconteceu devido sua coluna de crônicas no Paraíba Online ser reconhecida e acompanhada pelo então Presidente da Academia, Josemir Camilo. Jurani conta que estava como participante de um evento para prestigiar um cearense que veio para a cidade para lançar um livro, cujo livro recebeu o prêmio Jabutí, nesse meio tempo, foi então convidado para fazer parte da seleção da Academia de Letras pelo Josemir Camilo, contudo, como enfatiza, fez a seleção e estava concorrendo mas, não colocou tanta “fé” nisso.

Professor discursa durante posse na Academia de Letras de Campina Grande. FOTO: Reprodução/Redes sociais

Em novembro será sua posse, ele aguarda com ansiedade apesar de que nunca tenha planejado isso, ele alegra-se e agradece o apoio e receptividade de Campina Grande ao seu trabalho como escritor que até então é sua segunda casa desde 2001.

Como característica do ser Jurani, ele simplesmente vive de acordo com a música que “a vida toca”, aproveitando as oportunidades que lhe são propostas, sem deixar sua identidade por nada, pois é ela que o leva a lugares inimagináveis.

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